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Debate hiperL

     
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o hiperL deu pau, e agora?
Remetente: diego.floripa  <diego.floripa@bol.com.br>
Data  de  Envio: 2001-07-25  10:50:07.000
Pessoal,
o hiperL deu pau, e agora? Cursei a
disciplina de Introdução a Informática para
Automação em 2001.1 Naquela época usávamos o
hiperL em sua versão 0.70b. Era calouro em
Automação, como quase todos que cursam essa
disciplina. Ouvi muito pelos veteranos a
respeito do professor, do hiperL, do projeto
de final de disciplina, enfim, de tudo que
cerca a dita cuja Introdução. Lembro-me
perfeitamente do 1o dia de aula teórica
quando ouvi do professor, que naqueles tempos
era o Luiz Fernando Bier Melgarejo (o Melga),
que trabalharíamos com uma linguagem chamada
hiperL. Já possuia alguma experiência em
programação e  editoração, mas essa
linguagem???, hummmm... jamais ouvira algo
semelhante. No dia seguinte tive a aula no
laboratório.  Nos primeiros momentos o que
pude descobrir era que a linguagem tinha sido
criada pela própria UFSC e que apresentava
semelhança incrível com o LogoWriter (a Tati,
alguém se lembra dela dos tempos da 3a ou 4a
séries?). Nesses mesmos primeiros instantes
(mais tarde mudei essa minha visão) achei que
a única diferença entre as duas linguagens
fosse uma aranha no lugar de uma tartaruga.
	A partir do momento em que notei que
as diferenças entre o LogoWriter e o hiperL
não eram apenas o bichinho que aparecia na
tela, eu entrava no fantástico e desconhecido
mundo dos aracnídeos. Desse mundo nada
conhecia e tudo era diferente do habitual.
Pretendo mandar esse “manifesto” para o fórum
de discussão do hiperL. Destina-se a todos
que de alguma forma estejam envolvidos com
tal linguagem: desde os desenvolvedores do
produto até os usuários finais (os calouros
de Automação).  No semestre fiz por volta de
4 apliques completos e publiquei parte deles
(incluem-se nessa lista o famoso
mateAranhasComHavaianas e o hiperGrenal). Do
longo tempo que passei na frente dum
computador trabalhando com a aranha, grande
parte dele foi gasto nos tenebrosos momentos
em que eu tinha certeza de que minha
programação iria acarretar em x fato, mas na
hora de testar o aplique, acarretava em y
fato. Ou seja, quebrei a cabeça durante o
semestre para solucionar o primeiro
pensamento que me vinha nessas horas: “o
hiperL deu pau, e agora?”. Saio desse
semestre com no mínimo 5 possíveis soluções
para essa pergunta, que abaixo relacionei:
- 1 = essa é fácil, todos sabem e devem
aprender nos primeiros momentos de hiperL.
Quando você sai e depois entra novamente no
hiperL, alguns dos erros misteriosamente
deixam de existir. Um exemplo que foi
clássico pra mim: a tripla de comandos
perguntar/sePerguntado/responder (muito útil
para quem quer fazer lista de presença em
chat) só funciona depois de reiniciado o
ambiente.
&&#61623; 2 = você está em dúvida no uso de certo
comando, certo? Então você vai olhar na
ajuda... Procedimento normal e previsível,
mas lembre-se, você está no mundo dos
aracnídeos e tudo deixa de ser previsível...
Se você for olhar na ajuda do aplique, uma
penca de comandos tem como descrição apenas
os parâmetros, sem nem citar o eles devem
representar... Certo, você quer continuar
sendo previsível e toma o procedimento mais
banal: vai no manual na Internet... Ok. Só
que lá você vai ter que aturar algumas
descrições meio estranhas e muitas
conseqüências desagradáveis não estão
enunciadas. Um exemplo basta, apesar de
existirem diversos: o caso do responder. Na
página todas as informações que constam deste
valioso comando é:
Objetivo: Enviar estimulo como resposta a um
'perguntar'
Parâmetros: <lista: estimulo resposta>
Sucintamente tentarei descrever tudo o que
consegui descobrir sobre esse comando: só
pode ser usado dentro de um sePerguntado,
desbloqueia o ator que perguntou, bloqueia o
sePerguntado (ou talvez o ator que respondeu)
e joga na lista do ator que perguntou aquilo
que ele colocou dentro da lista de resposta.
Batatas fritas...
&&#61623; 3 = não seja ingênuo no perverso mundo das
aranhas. Se no ambiente hiperL o teu aplique
funcionou perfeitamente, não comemore. Nada
garante que ele funcionará quando publicado.
Ouvi vários comentários que aconteceram a
respeito, mas talvez o mais espetacular seja
o caso do “dizer”. Bobinho, você pede prum
ator dizer “-----------“ ou “*********”...
Nada demais, são só símbolos  que servem para
acionar algum ator que esteja esperando algum
texto. Pois é, mas um desses 2 textos, ao ser
publicado, tranca todo o aplicativo. Tente
descobrir você mesmo qual que é maligno. (mas
lembre-se: se não fosse esse manifesto você
perderia horas procurando algum erro de
programação no seu código-fonte).
&&#61623; 4 =  agora vamos para os problemas
realmente incríveis... O primeiro: você já
está há duas horas verificando o código-fonte
do teu aplique com a famosa  expressão na
cabeça (“o hiperL deu pau, e agora?”). Não
desanimes... Tudo é possível nesse universo
das teias... Tente aleatoriamente por 2
espaços ao invés de 1 só, tire espaços
gordurosos (aqueles onde tinha 3 por
exemplo)... Faça isso! Pode parecer bobagem,
mas realmente funciona. Quando você voltar a
ativar o aplique, o problema - plim-plim -
sinistramente desapareceu.
&&#61623; 5 = esse é o último dos que eu lembro nesse
momento. Com certeza aconteceram mais, mas
não consigo lembrar agora. Foi o que mais me
gastou tempo para "descobrir". Faça a
seguinte operação (claro, se tiver aquela
frasezinha incômoda te atucanando). Uma parte
do aplique não funciona e você não sabe o
porquê. Correto? Pois então copie essa parte
pro Bloco de Notas, delete do teu aplique,
salve e saia do hiperL. Retorne ao nosso
programa e rode o aplique. Saia e retorne
novamente ao hiperL. Cole  aquela parte
exatamente da onde você tirou e rode
novamente o aplique. Surpresa!!! O que
aconteceu? Isso resolveu várias vezes meus
problemas, mas se essa operação não resultou
em sucesso tente esta outra: simplesmente
mude o nome do ator que tem contém esse
trecho onde dá erro.
&&#61623; 6 = lembrei agora de mais e também vou
enunciar... Você acabou o aplique e pensa em
testá-lo de diversas formas... Muito bom.
Acontece que lá pelas tantas o teste
apresenta alguns comportamentos estranhos: em
alguns computadores ele funciona e em outros
não. Enquanto o aplique estiver em fase de
desenvolvimento, ou seja, você está testando
ele apenas no ambiente hiperL e não está
publicando, você pode evitar esse fato
simplesmente usando sempre o mesmo computador
para desenvolver o aplique. Agora, se o
aplique está em fase de aperfeiçoamento, ou
seja, o aplique está já está publicado, e
está dando esse tipo de erro, o problema é
mais complicado. Provavelmente isso vai levar
você a rever o seu "código-fonte" e não vai
encontrar nenhuma provável solução. O
problema nesse ponto provavelmente vai se
encontrar nos comandos que tu utilizou
(alguns não são confiáveis) ou mesmo em erros
que são detectados quando o aplique é
publicado, mas não eles se "manifestam" no
ambiente hiperL (procure na lista de
discussão como se faz para ver o erro que o
navegador apontou)

Não quis, ao escrever esses itens, desmerecer
o hiperL. Pelo contrário, achei fantástico
trabalhar com uma linguagem desenvolvida pela
minha própria universidade. Quis apenas
mostrar aonde achei falhas e com isso
prevenir os usuários da linguagem e alertar
os desenvolvedores. Sei que alguns dos itens
listados já eram sabidos pela equipe
desenvolvedora do produto e, embora sem nem
ter a menor noção do projeto hiperL e de
engenharia de software, não é difícil dizer
que algumas sugestões são absurdas (exemplo:
os espaços) e podem ter sido apenas
coincidências. Mesmo assim, anuncio elas com
a intenção delas serem úteis na continuidade
do hiperL.
          Diego Boesel


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