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Pesquisa Negros e Negras
Remetente: dialogo  <dialogo@mbox1.ufsc.br>
Data  de  Envio: 1999-12-04  03:55:17.000
>Mailing-List: ListBot mailing list contact racial-help@listbot.com
>Delivered-To: mailing list racial@listbot.com
>From: "vereador Márcio de Souza" <marciodesouza@cmf.sc.gov.br>
>To: <racial@listbot.com>
>Subject: Pesquisa Negros e Negras
>Date: Thu, 2 Dec 1999 16:55:08 -0200
>X-MSMail-Priority: Normal
>X-MimeOLE: Produced By Microsoft MimeOLE V4.72.3110.3
>
>Lista RACIAL - http://www.racial.cjb.net
>
>N  E  G  R  O  S     E     N  E  G  R  A  S
>
>
>Foi divulgada no mês de novembro, em Brasília, a pesquisa Mapa da População
>Negra no Mercado do Trabalho no Brasil.
>
>O estudo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e
>Estatísticas Sócio-Econômicas) a pedido do Inspir (Instituto Interamericano
>Pela Igualdade Racial), dirigido pelo presidente da CUT, Vicente Paulo da
>Silva, o Vicentinho.
>
>Em cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas, todos os cruzamentos
>de 750 mil entrevistas mostram os negros com os piores indicadores.
>
>Na Grande São Paulo, o rendimento mensal médio em 98 de um banco ocupado
>(emprego, trabalho informal, bicos esporádicos, etc.) foi o dobro do de um
>negro. Um homem branco ganhou R$ 1.188,00. A mulher branca, R$ 750,00. O
>homem negro, R$ 601,00. E a mulher negra R$ 399,00.
>
>O Mapa da População Negra mostra que a taxa de desemprego é maior entre os
>chefes de família negros do que entre os brancos nas seis regiões
>metropolitanas pesquisadas: São Paulo, Belo Horizonte, Distrito Federal,
>Recife, Salvador e Porto Alegre.
>
>Em Salvador, a taxa de desemprego dos chefes de família negros é 74,2%
>superior à dos brancos. A menor diferença está em Recife: 38,8%.
>
>Para Vicentinho, esta pesquisa mostra as condições em que estão inseridos
>negros e negras no mercado de trabalho brasileiro. "E infelizmente a
>resposta não é nada animadora", lamentou. O presidente do Inspir acredita
>que a "implementação de políticas públicas, voltadas para a inserção da
>população negra na sociedade, sem discriminções de qualquer tipo, deve ser
>objetivo de um estado democrático".
>
>
>
>
>EXEMPLOS DRAMÁTICOS
>
>O presidente da CUT Nacional e do Instituto Sindical Interamericano pela
>Igualdade Racial (Inspir), Vicente Paulo da Silva, fala sobre a pesquisa
>Mapa da População Negra no Mercado de Trabalho.
>
>Quais os critérios utilizados pelo Dieese na elaboração do questionário da
>pesquisa Mapa da População Negra no Mercado de Trabalho?
>
>Os critérios adotados foram os do sistema PED (Pesquisa de Emprego e
>Desemprego), que incorporou a questão do quesito cor aprofundando detalhes
>como atuação financeira, profissional, salarial, a faixa etária, a questão
>da formação do homem e da mulher, enfim foi um critério muito bem
>estruturado que envolveu mais de 37.500 pessoas, por meio de perguntas
>realizadas durante doze meses.
>
>Além do alto índice de desemprego entre a população negra, foi constatada
>grande diferença salarial entre brancos e negros. A que você atribui isso?
>
>A um mito da democracia racial que foi quebrado, mas esse número é a
>realidade; ela é muito cruel, muito dura e mostra que o racismo aqui é
>violento e selvagem. O resultado final da pesquisa revela a diferença entre
>o trabalhador negro e o trabalhador branco. Por exemplo, em São Paulo, o
>trabalhador branco formal recebe em média 50% a mais que o trabalhador
>negro.
>
>
>
>
>E OS NÚMEROS, ASSUTAM?
>
>Muito. Em 1998 foi feita uma pesquisa na Grande São Paulo na qual ficou
>comprovado que o rendimento mensal médio do homem branco ocupado foi de R$
>1.188,00, contra R$ 750,00 da mulher branca, R$ 601,00 do homem negro e R$
>399 da mulher negra. E mais ainda, nas seis regiões metropolitanas
>pesquisadas os negros sempre têm os piores indicadores. Um dos exemplos mais
>dramáticos é o de Salvador. Na capital baiana a taxa de desemprego entre os
>chefes de família negros é 74,2% superior à dos brancos. O mesmo acontece
>nas outras cinco regiões: São Paulo, Belo Horizonte, Distrito Federal,
>Recife e Porto Alegre. Todos os números mostram a importância do trabalho e
>o esforço desenvolvido pelos responsáveis. Cabe a todos nós, portanto,
>lutar, sempre com mais empenho, contra essas desigualdades. Não queremos um
>mundo dessa ou daquela raça, mas de todos os seres humanos.
>
>O que é preciso fazer para reverter esse quadro?
>
>Políticas públicas assumidas por prefeitos, governadores e pelo presidente
>da República e, no caso do governo federal, políticas públicas no espaço da
>Educação, que estimulem a oportunidade de aprendizagem para o povo negro nas
>áreas do trabalho e da Justiça, para que as leis sejam aplicadas. Entregamos
>cartas com propostas concretas ao governador da Bahia, César Borges (PFL),
>entregaremos agora no estado de São Paulo e também vamos cobrar das
>empresas.DISCRIMINAÇÃO
>
>
>
>Yuri Junieh Miqueluzzi
>miqueluzzi@ematic.com
>
>Vereador Márcio de Souza
>marciodesouza@cmf.sc.gov.br
>
>
>
>Remetido por
>MYLENE MARGARIDA
>ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO
>SINTE/SC
>sinte-sc@matrix.com.br
>
>
>______________________________________________________________________
>To unsubscribe, write to racial-unsubscribe@listbot.com
>______________________________________________________________________
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